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Bahia homenageará ícones do Carnaval baiano nos próximos jogos; saiba quem são

O Esporte Clube Bahia homenageará personagens do carnaval baiano nos jogos da noite desta quarta-feira (26/2),  contra o Jacuipense pelo Campeonato Baiano e do próximo sábado (2/2), contra o Altos, pela Copa do Nordeste. 

Como de costume, as homenagens serão feitas na parte de trás dos uniformes dos jogadores. O time também fez homenagens no uniforme durante o outubro rosa, novembro negro e ao atletismo paralímpico em homenagem também ao dia da pessoa com deficiência. Saiba quais serão os homenageados:

Osmar
Osmar Macêdo (1923-1997) é um dos maiores personagens da música baiana. Em 1943, ao lado do amigo Dodô, criou o ‘pau elétrico’, instrumento que daria origem à guitarra baiana. Em 1950, a ‘Dupla Elétrica’ subiu a bordo de um Ford 1949 e desfilou no Carnaval tocando frevo, fazendo enorme sucesso entre os foliões. Em 1951, juntaram-se a Temístocles Aragão e formaram o ‘Trio Elétrico’, mudando de uma vez por todas a história do Carnaval. Teve sete filhos, quase todos músicos, dentre eles o cultuado guitarrista Armandinho.

Margareth Menezes
Uma das grandes artistas da Bahia, a cantora e compositora Margareth Menezes está completando 32 anos de carreira. Hits de sucesso como “Dandalunda” e “Faraó” se eternizaram na sua voz marcante. Reconhecida também internacionalmente, Margareth recebeu indicações para o Grammy Awards e Grammy Latino, duas das mais importantes premiações na indústria fonográfica.

Luiz Caldas
Conhecido como o ‘Pai do Axé’, Luiz Caldas é torcedor do Bahia declarado. Músico, compositor e cantor, ele possui uma carreira com mais de 700 músicas criadas e quase 70 discos gravados. É dono de composições famosas “Haja Amor”, “Tieta”, “Fricote”, “O Que é Que Essa Nega Quer?”. Iniciou a carreira musical aos 7 anos e desde então não parou. São mais de 45 anos de luta pela música baiana. O apelido ‘pai do axé music’ partiu da ideia de misturar ritmos baianos, em cima do trio elétrico, e criar uma nova forma de passar a musicalidade para os foliões.

Marinêz
Presente na final do Brasileirão de 88, no Beira-Rio, Marinêz liderou a banda Reflexu’s a partir de 1987, ao lado de Julinho Cavalcanti e Marquinhos. Sua voz emanou sucessos como “Madagascar Olodum” e “Canto para Senegal” e o primeiro disco (LP) teve cerca de 1 milhão de cópias vendidas.

Cacik Jonne
Ícone do Chiclete com Banana nas décadas de 1980 e 1990, Cacik Jonne sempre foi uma referência da banda com seu traje de índio e sua inquieta guitarra, responsável por alguns dos riffs e solos mais famosos do Carnaval baiano. Desde 2001 está afastado da música, cuidando de sua saúde após ser diagnosticado com ataxia cerebelar, doença degenerativa que afeta a força muscular, equilíbrio e fala.

Alobêned
A vocalista Alobêned Airam esteve à frente da Banda Mel nos anos 1990. Voz feminina identificada fortemente em sucessos como “Bateu Saudade”, “Prefixo de Verão” e “Baianidade Nagô”.

Marcionílio
Primeiro negro a ser vocalista na Banda Eva, Marcionílio é multi-instrumentista e foi um dos precursores do “Axé Music” na Bahia. Na década de 70, tocou com Luiz Caldas, Paulinho Caldas, Noberto, Zé Paulo, entre outros artistas, em bandas de baile em Itabuna, sua cidade natal.

Laurinha
Fez parte da Banda Pimenta de Cheiro, que virou Cheiro de Amor. Também foi a primeira mulher a puxar um Bloco no Carnaval de Salvador, o Cheiro de Amor. Pela Banda Novos Bárbaros, gravou dois discos e emplacou o hit “Pipoca”.

Tonho Matéria
Cantor, compositor, produtor cultural, membro ativo da militância negra e mestre de capoeira, Tonho Matéria é um dos mais celebrados artistas contemporâneos do Carnaval da Bahia. Além de ter sido vocalista do Olodum e do Araketu, Tonho Matéria compôs mais de 300 músicas e foi gravado por grandes representantes da música popular baiana e brasileira como Leci Brandão, Daniela Mercuri, É o Tchan, Beth Carvalho, Chiclete com Banana, Asa de Águia e Terra Samba.

Tânia Luz
Integrou a Banda Furtacor no fim da década de 1980. Dividiu os vocais com Ademar Andrade no sucesso “Amor e Laser”, que figurou nas paradas de sucesso do rádio baiano.

Paulo Camafeu
Percussionista de origem e multi-instrumentista por vivência, Paulinho compôs, em parceria com Luiz Caldas, o hit que marcou o surgimento da axá music: “Fricote”. Também foi responsável pela criação de clássicos como “Vale” (Timbalada) e “Mundo Negro” (Ilê Ayê).

Jota Morbeck
Cantor da Banda Eva nos anos de 82, 84 e 85. Ele, natural de Ruy Barbosa, também foi responsável por comandar a Banda Lordão e o grupo Novos Bárbaros. Chegou a ser considerado um dos melhores puxadores de trio elétrico do Estado, sendo premiado como melhor cantor do Carnaval em mais de uma oportunidade.

Charita
Lindolfo Araújo de Carvalho, mais conhecido com Charita, é fundador do bloco ‘As Muquiranas’, um dos mais tradicionais do Carnaval de Salvador. Nos primeiros anos, contava com a ajuda de sua esposa, Dona Florisa, sua mãe Dona Aidê e suas primas Lícia e Leia para criar e costurar as fantasias.

Toni Mola
Percussionista que fez parte da banda Acordes Verdes, primeiro grupo de Carlinhos Brown e que acompanhava Luiz Caldas. Em 1984, a banda fez uma homenagem a Osni, na época jogador do Bahia. Toni Mola tocou com grandes nomes do axé como Chiclete com Banana, Gerônimo, Margareth Menezes e Daniela Mercury.

Ademar Furtacor
Cantor e compositor, Ademar Furtacor atingiu grande sucesso na década de 80, quando levou cerca de 100 mil pessoas à Praça Castro Alves. Em 1986, compôs “Frenesi”, que se tornaria um dos hinos do Axé.

Nelson Maleiro
Falecido em 1982, contribuiu para o Carnaval desde a fabricação de instrumentos de percussão, criação de carros alegóricos até a reafirmação da identidade dos afrodescendentes. Hoje Nelson Maleiro dá nome à passarela oficial do circuito Osmar, no Campo Grande.

Carlos Pitta
Cantor e compositor, Carlos Pitta tem diversos discos gravados. Teve composições interpretadas por grandes artistas como Elba Ramalho, Daniela Mercury, Alcione e Margareth Menezes. Nascido em Feira de Santana, começou no Carnaval e depois migrou para o forró.

Nelson Rufino 
Oriundo da escola de samba Filhos do Tororó, Nelson Rufino é um dos maiores nomes do samba baiano. Cantor e compositor, já teve sambas gravados por Alcione, Roberto Ribeiro e Zeca Pagodinho. O autor de ‘Todo Menino é um Rei” e “Verdade” puxa o bloco Amor e Paixão, que traz o samba tradicional ao Carnaval.

Beto Silva
Falecido em 2012, aos 57 anos, o compositor e músico baiano José Alberto da Silva, mais conhecido como Beto Silva, foi o autor de um grande clássico da folia baiana: “Prefixo de Verão”. A música fez grande sucesso ao ser gravada pela Banda Mel.

Luciano Gomes
Compositor de Swing da Cor (gravada por Daniela Mercury) e Faraó (Olodum), Luciano Gomes entrou para a história do axé através dessas canções, eternizadas na memória e na cultura popular.

Zé Honório 
Com uma voz inconfundível e marcante, foi vocalista da Banda Furtacor e puxou os tradicionais blocos Traz a Massa e Papa Léguas. Deixou sua marca ao cantar, no Campo Grande, ao lado de Amelinha, a música “Amar quem já amei” conhecida como “Seu moço”.

Mestre Jackson
Figura sempre ligada ao Olodum, Mestre Jackson é conhecido nacionalmente pela capacidade de criar conteúdos, principalmente voltado para o lado percussivo da música baiana. Em 88, idealizou a primeira banda percussiva não-pertencente a um bloco afro. Também foi um dos líderes da criação do samba-reggae, ritmo que despertou os olhares de artistas como Michael Jackson.

Merina Aragão
Merina Aragão organiza o Carnaval de Salvador há 33 anos. Arquiteta de formação, está na prefeitura desde 1978 e seu trabalho se confunde com a história da folia baiana.

Escalação Altos x Bahia (02/03/2019 – Copa do Nordeste)

Dodô
Adolfo Antônio do Nascimento (1920-1978) é um dos principais nomes da música baiana. Em 1943, ao lado do amigo Osmar Macêdo, criou o ‘pau elétrico’, instrumento que daria origem à guitarra baiana. Em 1950, a ‘Dupla Elétrica’ subiu a bordo de um Ford 1949 e desfilou no Carnaval tocando frevo, fazendo enorme sucesso entre os foliões. Em 1951, o ‘duo’ se juntou a Temístocles Aragão, formando o ‘Trio Elétrico’ e mudando de uma vez por todas a história do Carnaval.

Sarajane
Sarajane começou a carreira de cantora aos 12 anos e, aos 14, subiu pela primeira em um trio elétrico no Carnaval da Bahia, no Novos Bárbaros. Autora de um dos primeiros grandes hits da axé music, “A Roda”, ela gravou 18 álbuns e ganhou discos de ouro, platina e diamante. Mãe de cinco filhos, há 20 anos ela comanda a fundação ACASA, que promove a integração de crianças com atividades artísticas.

Gerônimo
Compositor, maestro e cantor, é uma das maiores representações de um artista dentro do Carnaval da Bahia. Escreveu músicas conhecidas como ‘Jubiabá’, ‘É D’Oxum’ e ‘Menino do Pelô’. Atualmente, possui um projeto musical no Pelourinho, com shows semanais e presença de convidados.

Márcia Freire 
Um dos ícones da axé music, Márcia Freire foi vocalista da banda Cheiro de Amor de 1986 a 1996 e de 2000 a 2003. Hoje faz carreira solo. Gravou hits como “Canto ao Pescador”, “É O Ouro” e “Lero-Lero”, vendendo mais de 7 milhões de discos.

Missinho
Primeiro cantor – além de fundador – do Chiclete com Banana, que no início da década de 1980 se chamava Scorpions. Compôs a música “Mistério das Estrelas”, até hoje reproduzida por diversos cantores.

Marcia Short
Estreou no Carnaval no final dos anos 80, com a Banda Papa Léguas. Depois fez parte da segunda geração da Banda Mel, onde gravou quatro discos que lançaram sucessos como “Crença e Fé”, “Prefixo de Verão” e “Baianidade Nagô”.

Bukjones
Ao lado das irmãs Janete e Jaciara Dantas, fez parte da primeira formação da Banda Mel, em meados da década de 80. Pelo grupo, gravou o disco “Força Interior”, que vendeu mais de um milhão de cópias.

Janete
Vocalista da primeira formação da Banda Mel, Janete liderou o grupo ao lado de Bukjones e sua irmã Jaciara (já falecida). Juntos, venderam mais de seis milhões de discos e receberam diversos prêmios.

Zé Paulo
Ex-vocalista do Olodum, emplacou sucessos como “Rala o Pinto”, “Feijão com arroz”, “Barriga Vazia” e “Dança do Xenhenhem”. Seu talento e carisma impressionaram o emblemático apresentador de TV, Chacrinha, que o convidou para gravar a música “Fricote da Terezinha”.

Gal do Beco
Sambista carioca que adotou a Bahia como casa em 1979, quando deixou o Rio para montar uma barraca de praia em Itapuã. Depois, abriu um bar na Vasco da Gama que se tornou um reduto do samba baiano. Em 1993, começou a cantar profissionalmente a pedido de um dos maiores sambistas baianos: Oscar da Penha, o Batatinha. Desde então, ela já cantou com Nelson Rufino, Juliana Ribeiro e Walmir Lima.

Cid Guerreiro
Cantor e compositor, foi um dos grandes responsáveis por popularizar a axé music. Autor de sucessos que ganharam o país na voz da cantora Xuxa, como “Ilariê” e “Tindolelê”. Participou da “Passeata dos 50 mil” realizada por torcedores do Bahia em 2006, em protesto contra a diretoria da época.

Orlando Tapajós
Orlando Campos de Souza (1933-2018), o Orlando Tapajós, divide com Dodô e Osmar a ‘paternidade’ do trio elétrico. No fim dos anos 1950, foi dele a ideia de construir uma estrutura metálica independente e que se adaptasse a uma carroceria de caminhão, e que assim podeira circular pelas ruas com uma banda em cima e com potentes caixas de som.

Vavá Madeira
Durval Marques da Silva, mais conhecido como “Vavá Madeira”, foi um dos fundadores do Afoxé Filhos de Gandhy, que completa 70 anos neste Carnaval de 2019.

Guiguio
Um dos mais importantes cantores de blocos afro de nossa terra, Guiguio tem 38 anos de carreira e é autor de grandes músicas como “O Mais Belo dos Belos”, “Por Amor ao Ilê”, “Adeus Bye Bye” e “Pérola Negra”.

Gilson Babilônia
Grande compositor, é autor de grandes músicas do Carnaval baiano, como “Arerê”, “Mimar Você” e “Terra Festeira”, que ficaram famosas com Ivete Sangalo, Timbalada e Daniela Mercury, respectivamente.

Rey Zulu
Cantor e compositor, Reinivaldo Silva, mais conhecido como Rey Zulu, foi vocalista do Olodum e também responsável por compor sucessos para outros grandes artistas, como “Meu bem quero te amar” (Chiclete com Banana), “Batuque” (Daniela Mercury) e “Elegibô” (Margareth Menezes).

Virgílio
Um dos primeiros vocalistas da Banda Furtacor, foi eleito o melhor cantor do Carnaval de 1986. Já puxou blocos tradicionais da folia baiana, como Camaleão e Papa Léguas, ao som de hits como “Iá Iá Maravilha” e “Horário de Verão”. Depois, migrou para o forró.

Edil Pacheco
Um dos mestres do samba na Bahia, o compositor, cantor e instrumentista Edil Pacheco honra com sua música as tradições de sua terra. Nascido em Maragogipe, trabalhou ao longo da carreira com artistas de expressão como Moraes Moreira, Ederaldo Gentil, Luiz Galvão e Batatinha e foi gravado por vozes emblemáticas como Gal Costa, Beth Carvalho, Elza Soares, Clara Nunes, Gilberto Gil e Alcione.

Evandro Rodrigues
Autor de um dos maiores hinos do Carnaval de Salvador. Em 1992, com apenas 20 anos, Evandro compôs o clássico “Baianidade Nagô”, que foi eternizada ao ser gravada pela Banda Mel na voz de Robson Morais.

Walmir Lima
Nascido e criado no Tororó, bairro de Nazaré, foi um participante assíduo das atividades carnavalescas e das agremiações de samba de Salvador. Autor de clássicos como “Samba, Canto Livre de um Povo”, gravada por Eduardo Gentil, e “Ilha de Maré”, cantada por Alcione.

Julinho
Com a Banda Reflexu’s, ao lado dos também vocalistas Marquinhos e Marinêz, Julinho Cavalcanti é um dos principais responsáveis por romper as divisas baianas para a axé music. Com sucessos como “Madagascar Olodum”, “Alfabeto do Negão”, “Libertem Mandela” e “Canto para o Senegal”, a Banda Reflexu’s foi o primeiro grupo baiano a se apresentar no Canecão, na década de 1980, conquistando cinco discos de ouro, seis de platina e um de diamante. Julinho hoje tem uma banda de música gospel.

Sine Calmon
O guitarrista e compositor cachoeirano Sine Calmon passou pelo rock antes de ganhar projeção nacional com o renovado reggae da banda Sine Calmon & Morrão Fumegante e seu aclamado disco ‘Fogo na Babilônia’, dos hits “O maluco que sabia” e “Nayambing Blues” (Trem do Amor) – que virou música do Carnaval. Cultuado dentro do estilo musical, ele segue se apresentando em carreira solo.

Geraldão
Geraldo Miranda, o Geraldão, foi um dos fundadores do Olodum. No início da década de 80, depois de uma dissidência no bloco afro, idealizou o Muzenza, no bairro da Liberdade. (Aratu online)